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Brasil poderia exportar mais cachaça.

Ainda faltam condições para exportar maiores volumes de cachaça em embalagens adequadas

A caipirinha, o drink brasileiro mais conhecido no exterior, pode ser consumida em cerca 70 países. Esse é o número médio de países para os quais o Brasil exporta, atualmente, a cachaça. Mas, se a distribuição geográfica das exportações é razoável, os volumes ainda são pequenos.

O presidente do Centro Brasileiro de Referência da Cachaça (CBRC) e diretor de marketing da Expocachaça, José Lúcio Mendes, explica que as vendas externas oscilam entre 12 a 17 milhões de litros por ano, enquanto a produção anual, excluindo os alambiques informais, chega a 1,4 bilhão de litros. “Isso significa que 99% da bebida fica no mercado interno. No Brasil, o market share da cachaça é de 87% entre os destilados”, disse.

Segundo Mendes, as exportações são feitas, basicamente, por grandes indústrias. “São as cachaças de empresas que produzem em grande escala e conseguem chegar ao mercado externo com tranquilidade, porque tem recursos para fazer planos de exportação”. Ao contrário dos pequenos e microempresários, que representam 98% dos 40 mil produtores registrados no país e precisam de parcerias no exterior para trabalhar a marca, o marketing e a permanência. Entre as marcas que já se consolidaram no mercado internacional estão Pitu, 51 e Ypioca.

Programas de incentivo para ações de exportações, controle de qualidade e assistência ao produtor são soluções que Mendes aponta para que a cachaça artesanal de alambique ganhe o mercado externo.

“Se houver condições de vender uma cachaça envelhecida em tonéis de madeira, com uma boa embalagem e com a garantira de que os processos de qualidade foram cumpridos, a exportação aumentará”, afirma.

Diferença

O ingrediente da cachaça é, basicamente, um só. No entanto, a qualidade dos vários processos pelos quais a cana-de-açúcar passa é que vão tornar a bebida diferenciada. Principalmente quando a produção é artesanal, e não industrial, ou seja, destilada em colunas de aço inoxidável, com fabricação em grande escala.

O enólogo do Instituto Vale Verde, Daniel Fornari, explica que a cachaça artesanal é mais elaborada. “A cana tem que ser saudável e não pode ser colhida por queimadas, apenas por corte. O ideal é processá-la até 12 horas depois da colheita, com fermentação natural. Depois, temos a destilação em alambiques e, por fim, o envelhecimento, feito em tonéis de madeira”, explica Fornari, que garante o resultado final está diretamente relacionado à qualidade da matéria-prima.

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