Mapa do Vinho: Brasil

 
 

Quem aprecia vinhos torce pelo amadurecimento da produção brasileira. Não só por patriotismo, mas também porque, com uma indústria nacional organizada e séria, teremos mais vinhos de qualidade a preços acessíveis. Se por um lado ainda falta um longo caminho a percorrer em busca da maioridade nesse setor, por outro está claro que os produtores estão empenhados nesse propósito. Nunca houve tanto investimento na produção de bons vinhos no país. Nossa história com o vinho começou com Martim Afonso de Souza - Colonizador que trouxe as primeiras mudas de vinhas européias ao Brasil, em 1532 -, ganhou impulso com a imigração italiana e vem crescendo em ritmo cada vez mais acelerado desde a década de 70.

Hoje, podemos dizer que somos um país emergente, com um futuro promissor pela frente. O Brasil ainda não tem uma legislação detalhada, mas é possível apontar alguns locais como referências na produção de vinhos finos: Vale dos vinhedos, Campanha Gaúcha, Campos de Cima da Serra, Serra Gaúcha, todas no Rio Grande do Sul. Essas regiões concentram a maior parte da produção de vinhos de qualidade. Outra região que começa a aparecer no mapá é o Vale do São Francisco, no nordeste, que há anos produz excelentes uvas de mesa e agora tem se mostrado adequado também às cepas viníferas. De lá saem bons espumantes elaborados com a uva moscatel (o "Asti" brasileiro). Em outros estados, como Minas Gerais e São Paulo, são produzidos vinhos populares, feitos com uvas de mesa. Mas, mesmo nessas regiões, já se percebe o interesse de alguns produtores em entrar no mercado de vinhos finos. Um indício de que existe uma nova mentalidade se instalando é a crescente presença de cepas viníferas no Sudeste brasileiro.

O Brasil produz vinhos tintos, brancos, de sobremesa e, em especial, espumantes. O clima da Serra Gaúcha é parecido com o de Champagne, na França, o que explica a qualidade de nosso espumante. Marcas como Miolo, Salton, Cave de Amadeu, Don Laurindo, Chandon, Casa Valduga, Lidio Carraro, Pizzato, Marson, Don Giovanni, Château Lacave, Cooperativa Vinícola Aurora, Lovara, Cave de Pedra e Dal Pizzol vêm se aprimorando e ganhando consumidores cada vez mais constantes. A miolo, aliás, vai mais longe, com a consultoria do prestiado enólogo francês Michel Rolland na elaboração de seus vinhos.

Procure nos rótulos as classificações:

Vinho Comum: elaborado com uvas americanas. Vinho de consumo imediato, sem envelhecimento.

Vinho Especial: elaborado com uvas viníferas e americanas. O envelhecimento não é obrigatório.

Vinho Fino: elaborado com uvas viníferas. A maioria dos tintos passa por um período de envelhecimento em carvalho.

Teor de açúcar:

Vinho seco: no máximo 5g de açúcar por litro.

Vinho meio-seco (demi-sec): entre 5,1g e 20 g açúcar por litro.

Vinho doce (suave): acima de 20,1 g de açúcar por litro.

Classificação das uvas:

Varietal: uva mais utilizada na elaboração do vinho. A varietal citada deve compor, no mínimo, 60% do vinho.

Genérico: sem indicação de uva.

Castas mais comuns: tintas - Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Gamay, Pinot Noir, Syrah, Tempranillo, Touriga Nacional; brancas - Riesling Itálica, Chardonnay, Moscatel, Trebbiano, Sémillon, Malvasia.

São daqui: Miolo, Salton, Cave de Amadeu, Dal Pizzol, Don Laurindo, Chandon, Rio Sol, Casa Valduga, Lidio Carraro. Château Lacave, Boscato, De Lantier, Cooperativa Vinícola Aurora, Almadén, Marco Luigi, Cavalleri.

Experimente: Miolo lote 43, Miolo RAR Reserva de Família, Miolo Quinta do Seival, Don Laurindo Tannat, Don Laurindo Gran Reserva, Lidio Carraro Cabernet Sauvignon, Salton Talento, Salton Volpi Chardonnay, Cave Geisse Espumante Brut, Reserva Amadeu (Cave de Amadeu), Chandon Excellence Brut (espumante), Salton Prosecco Brut (espumante).

 
 

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